Preço dos imóveis deve subir menos em 2023, mas juros e custo da construção impactam
Apartamentos usados ou mais distantes ganham importância de consumo para driblar financiamento caro.
Quem planeja adquirir um imóvel em 2023 terá ainda alguns desafios para colocar na conta. A tendência é de que o preço das residências não suba tanto como no ano passado, quando houve forte valorização, mas o custo da construção deve seguir impactando. Além disso, os juros de financiamento ainda elevados podem pesar na aquisição da casa própria.
O IGP-M (usado nos contratos de locação) ficou abaixo do IPCA em 2022, mas o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) permanece em patamar elevado, acima da inflação do aluguel e da inflação oficial do país. Ou seja, a construção ainda está cara: fechou 2022 em 9,40%, contra um IGP-M de 5,45% e um IPCA em 5,79%. Os materiais de construção civil sofreram forte impacto na pandemia, pressionados por escassez ou preço elevado.
O Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), acredita, pelo menos, em estabilidade do mercado. Conforme o presidente, Claudio Teitelbaum, Porto Alegre fechou o ano passado com quase R$ 5 bilhões em vendas.
— Tivemos redução no estoque de imóveis no final do ano passado frente a 2021 e acreditamos na assertividade dos lançamentos. Vimos redução na faixa de 20% no estoque de imóveis prontos em 2022 — destacou Teitelbaum.
Mercado imobiliário de Porto Alegre
Dados de novembro de 2022
Estoque geral: 7.241 unidades e 302 empreendimentos (6.378 de unidades residenciais verticais)
Vendas no mês: 288 unidades (88% em residenciais verticais)
Lançamentos no mês: 576 unidades
Status do estoque
Lançamento: 25%
Pronto: 33%
Construção: 43%
Fonte: Sinduscon-RS
Novas opções
Com o preço dos imóveis valorizado, novas opções de moraria entram no radar dos comprados, entre eles os imóveis usados ou os novos de menor metragem. Também há quem abra mão da localização, optando por um local mais distante do planejado.
Tendência em São Paulo e outras grandes capitais do país, os apartamentos compactos têm sido uma saída para as construtoras encontrarem a renda do consumidor. Ainda assim, por serem construções novas, os preços são salgados. Nesse ponto, os imóveis usados ganham importância de consumo por serem mais baratos. Recém erguida ou de segunda mão, a avaliação é de que as residências próprias seguem sendo um bem rentável.
— O imóvel, observados os últimos tempos, continuou se mostrando um investimento interessante porque mantém a reserva de valor. Os imóveis sofrem com os movimentos cíclicos da economia, mas o mercado imobiliário é consolidado — diz Schukster, do Secovi.
Custo pode seguir alto
Dificilmente os preços dos imóveis terão altas tão expressivas ao longo do ano, mas o custo da construção pode seguir impactando em pelo menos parte dos valores. Os preços, segundo previsão do setor, devem acompanhar a inflação.
— O lado positivo, entre aspas, é que vemos uma redução nas tabelas de vendas. Um pouco desse aumento o mercado já conseguiu absorver, mas segue em patamar elevado porque itens como aço e concreto impactam bastante — observa Teitelbaum.
Para Ajzental, a tendência é de custos ainda em alta ao longo do ano. Os metais de forma geral recuaram, mas não aos níveis de custo anteriores à pandemia. Energia e combustível, que também são usados no processo, têm a mesma situação.
Fonte: GZH
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